O Parque Estadual da Pedra Branca é considerado a maior reserva florestal em área urbana no mundo. Compreende um total de 12.500 hectares, onde se destaca o Pico da Pedra Branca, ponto culminante da Cidade com 1024 metros de altitude. SITE NÃO OFICIAL.
"Quero poder deixar esse mundo melhor do que encontrei..."



domingo, 28 de agosto de 2011

Novo Site

Amigos,

É com grande satisfação que apresento o novo site do grupo Amigos da Pedra Branca. Criei com muito carinho e dedicação este site em 2003 e desde então não havíamos mudado o formato do mesmo. Em formato de blog, o site ficou mais dinâmico e prático. Não podemos desperdiçar o que a tecnologia nos oferece gratuitamente.

Desta maneira poderemos interagir com mais frequência.

Boa leitura!

Abs
Carla Scott

domingo, 10 de julho de 2011

Mutirão da Praia Funda

Amigos do Parque Pedra Branca participam do mutirão ecológico na Praia Funda.

O mutirão, organizado no dia 10 de Julho pelos grupos SOS Trilhas, Trilhas Quase Secretas e Destemidos, levou um grupo de 35 voluntários à Praia Funda, uma das 5 praias que margeiam o maciço da Pedra Branca localizadas entre Grumari e Guaratiba.



Chegada a Praia de Grumari

O grupo caminhou pela mata durante uma hora e meia observando a paisagem deslumbrante, mas ainda havia muito trabalho pela frente e o grupo estava animado e com um único objetivo: Deixar a praia limpa!

Apresentação do grupo e Instruções

Ivan do Grupo TerraLimpa


Carla (Amigos do PEPB) entre Fabio, Stella e Grazi (TQS) e Sandra (TerraLimpa)

Caminhando em direção a trilha
Infelizmente observamos o quanto os frequentadores destas praias não possuem o mínimo cuidado com o ecossistema local e nenhuma consciência ecológica.

O grupo já havia realizado um mutirão em maio e passado dois meses, a quantidade de lixo era assustadora. Durante 1 hora e meia recolhemos lixo suficiente para encher 40 sacos de lixo! Ainda havia mais, principalmente muitas garrafas de vidro que tivemos que deixar, pois não conseguiríamos carregar de volta na trilha, somente com a ajuda de um barco.


Foto: Site SOS Trilhas

Foto: Site SOS Trilhas



Muito lixo
Ao final do mutirão, o grupo ainda conseguiu se refrescar tomando um banho de mar e curtindo o que de melhor a natureza tem a oferecer. Porém, o sol já estava se pondo e era hora de voltar e carregar o lixo, antes do anoitecer.

Visual deslumbrante

Placas a serem afixiadas na trilha

Parada para descanso e para o lanche

Sorteio dos brindes
O grupo ainda participou de um sorteio de brindes patrocinados pela PROATIVA e lanches cedidos pela Fondant Patisserie.

Durante o trajeto foram afixadas placas nas trilhas orientando o visitante a preservar o local. As placas foram cedidas pelo grupo TerraLimpa.


Placas orientando os visitantes

O Mutirão ainda contou com o auxilio da ONG Patrulha Ambiental - Instituição Civil sem fins lucrativos, sócio-ambientalista localizada no Anil - Jacarepaguá (Estrada do Quitite 383 - email: brigadapambiental@ig.com.br).

O Site Amigos do Parque parabeniza o Site SOS Trilhas por mais esta iniciativa e poderá contar sempre com o nosso apoio e divulgação.







Tarefa cumprida - Lixo no LIXO






sexta-feira, 1 de julho de 2011

Dicas para caminhadas

Nutrição

As principais fontes de energia do corpo humano são as gorduras e os carboidratos, sendo que os carboidratos se prestam melhor a esse tipo de atividade, pois são mais leves e de melhor digestão, salvo algumas exceções.
Os alimentos a base de amido (pão integral, cereais, legumes, frutas leves, queijo magro, aveia), são excelentes fontes nutricionais para serem ingeridos de véspera, já que suas partículas vão se partindo e acontece, aos poucos, a liberação da glicose e da frutose.
Dentre os bons alimentos repositores de energia durante as caminhadas estão às barras energéticas de cereais, como por exemplo, o Nutry - produto comercializado pelos supermercados em geral -, as barras de chocolate amargo, banana, que possui muito potássio, granola ,etc.
Importantíssimo, também, é a manutenção da hidratação do corpo, visto que, principalmente nos meses quentes do nosso verão, estamos sujeitos a perda de líquidos devido ao suor. Recomendo o uso de água natural, água de coco, suco de frutas e bebidas isotônicas (gatorade, etc ), principalmente se o trekking for em locais descampados, onde o sol costuma castigar.
Ao suarmos, o corpo libera, também, sais minerais, o que provoca a exaustão e o cansaço prematuro do corpo. Para que haja a reposição é recomendável que se ingira fontes repositoras, como por exemplo, castanha de caju, azeitonas, passas, queijo minas. Atualmente, existem em algumas farmácias invólucros repositores de sais minerais, próprios para esse tipo de atividade.
Uma boa dica é tentar saber com o guia se existirá alguma fonte de água potável durante o caminho, onde se poderá reabastecer, evitando assim levar muito peso desnecessariamente.

Equipamentos
  • Calçado
    Ítem dos mais importantes para a sua segurança deve ser escolhido criteriosamente, de acordo com o tipo de terreno que se irá deparar: se íngreme ou plano, se com obstáculos, se em terreno molhado, etc.
    As botas são as mais recomendadas. Devem ter preferência às de cano alto, para evitar eventuais torções de tornozelo e em couro, por serem impermeáveis. Procure sempre comprar um tamanho superior a seu pé, já que isso o ajudará muito nas descidas íngremes, onde os dedos fazem atrito com a ponta do calçado, provocando grande desconforto. Seu solado deverá ser o mais largo possível, para dar estabilidade ao corpo e ter protuberâncias bem grandes para permitir a perfeita aderência ao solo.
    Para longas caminhadas, prefira os calçados mais macios, tipo tênis, mas sempre com o solado como descrito acima e feito de tecido acolchoado e sintético. Use palmilha trançada por baixo e calcanheira, oque lhe garantirá grande conforto. Costumo usar, também, 2 meias, uma fina por baixo e outra um pouco mais grossa por cima. Nessas condições, se evitam as bolhas e o bem estar é certo.
  • Mochila
    Outro ítem muito importante, sua escolha deverá ser decidida de acordo com o tempo gasto na caminhada.
    Prefira sempre mochilas com as seguintes características: Com alças o mais largas e acolchoadas possível, para ajudar a aliviar o peso: suas costas vão adorar. Com tiras na cintura, para manter o equilíbrio em terrenos acidentados e aliviar o peso nos ombros. Com fibras impermeáveis, para proteger sua maquina fotográfica e alimentos.Mas não confie muito: tenha sempre alguns sacos plásticos a mão, para proteger os objetos mais delicados.
    É sempre bom que tenha vários compartimentos externos, com zíper, de modo a acondicionar objetos de uso imediato, tais como água, máquinas fotográficas, lanternas, canivetes etc.
    Sempre tenha em mente de não exceder em mais de 10% do seu peso e procure comprar mochilas que tenham material de fácil dissipação de calor na parte que fica em contato com o corpo
Roupas
  • Calças
    Dependendo da trilha, procure usar calças compridas, que são eficazes contra o frio, o vento e os mosquitos e protegem as pernas contra arranhões e espinhos, principalmente em trilhas à beira mar, cuja vegetação é mais "dura" . Para liberdade de movimentos, use-as bem folgadas. Os tecidos ideais são suplex e tactel, que são bem mais leves e secam com extrema facilidade. Para trilhas descampadas, use shorts ou bermudas, do mesmo material.
  • Camisas
    As ideais são as T-shirts em algodão, bem folgadas, evitando-se usar as de malha, por provocarem muito atrito com o corpo suado. As de cores claras são mais frescas e não concentram muito o calor do sol. Importante é sempre ter de reserva uma muda de roupa, caso haja necessidade.
  • Agasalho
    Ítem da maior importância. Nunca o esqueça. Prefira os de material sintético, com zíper, que são mais leves e ocupam menos espaço; com amarras para os punhos e abdomen de maneira a que evitem que o vento frio entre e circule sobre o corpo. Escolha os impermeáveis, com capuz para proteção contra chuvas. Evitem os de plástico, por não dissiparem o suor, provocando mal estar.
Outros Equipamentos
  • Lanterna
    procure não exagerar no tamanho. As de alumínio, com ajuste de foco são as melhores. É sempre bom contar com o imprevisto de der de retornar à noite. Não esqueça de verificar o estado das pilhas ...
  • Boné
    com pala rígida, para a proteção da cabeça e dos olhos contra os galhos e demais obstáculos na trilha. Para o sol, são muito bons os chapéus de pano leve e aba arredondada em toda a volta, para a proteção dos raios solares que incidem no rosto e na parte traseira do pescoço, principalmente porque, em dias ensolarados, quando se olha muito para baixo, o pescoço costuma ficar irritado.
  • Facão
    Utilíssimo para uso nas trilhas mais fechadas e pouco transitadas, onde há a necessidade de desobstrução do caminho. Um bom tamanho seria de cerca de 30 / 40 cm.
  • Canivete
    Nunca use os do tipo suíços, muito pesados. Procure utilizar o mais simples possível, que contenha pelo menos uma lâmina e um extrator de espinhos, muito útil em certas ocasiões ...
  • Toalhas
    Sempre levo uma pequena, indispensável para quem costuma transpirar muito, além de várias outras utilidades.
  • Papel higiênico
    Apesar de tudo o que foi exposto no ítem Nutrição poderá haver dias em que seu organismo não esteja muito satisfeito ...
  • Máquina fotográfica
    Para registro dos momentos agradáveis que você certamente terá na floresta.
Medicamentos
  • Repelente
    Na mata, os períodos da manhã e final da tarde são os mais propícios à incidência de mosquitos e pernilongos e, para aqueles que têm muita sensibilidade, seu uso é imperativo. Se a caminhada for curta, basta passar antes de sair e deixar o frasco em casa, para não sobrecarregar a mochila.
  • Filtro solar
    Mesmo usando chapéu é necessário que as pessoas de pele muito clara o tenham disponível, pois sempre acabam se queimando no rosto e nos braços.
  • Leve também
    Esparadrapo para prevenção de calos e bolhas, se os pés começarem a incomodar; band-aid para pequenos curativos; mertiolate ; água oxigenada para desinfecção; algodão para a limpeza e, finalmente, algum analgésico, para traumatismos em geral, dores musculares e entorses. Procure acondicionar tudo em pequenas quantidades, para não pesar muito.

Demais trilhas

Travessia Araçatiba – Piábas
   

Barra de Guaratiba – Araçatiba Recreio dos Bandeirantes – Piabas Principais acessos: Estrada da Barra de Guaratiba e Caminho de Piabas.
Caminhada leve, cruzando o Maciço da Pedra Branca na sua ramificação sul, interligando as baixadas de Jacarepaguá e Sepetiba. Parte da Trilha encontra-se em área militar, sendo necessária autorização.

Morro do Cabuçu

   
Campo Grande – Caboclos Principais acessos: Estrada dos Caboclos, Cidade Batista e trilha de acesso ao Morro Cabuçu.
Caminhada média até a cota de 568m, com extensão aproximada de 1 km, de onde se tem um visual de parte da Zona Oeste do Rio.


Travessia Rio da Prata – Ilha de Guaratiba


Campo Grande (Rio da Prata) – Ilha de Guaratiba - Principais acessos: Praça Mário Valadares; Estrada do Cabuçu; Caminho do Morro dos Caboclos; Caminho do Cedro; Caminho do Circuito dos Caboclos; Caminho da Toca Grande; Caminho do Morgado; Ilha de Guaratiba.
Caminhada longa, atravessando o setor oeste do Maciço da Pedra Branca e com ampla visão da Baía de Sepetiba, Restinga da Marambaia, Vargem Grande, Recreio e parte da Barra da Tijuca, com extensão aproximada de 8 km e altura máxima de 600m. Entre os atrativos temos riachos, nascentes, trilhas e mirantes naturais.

Morro dos Caboclos

Campo Grande - Rio da Prata Principais acessos: Praça Mário Valadares; Caminho do Morro dos Caboclos; Caminho do Cedro; Caminho do Circuito dos Caboclos.
Caminhada com amplo visual da baixada de Sepetiba, Restinga da Marambaia e Serra do Mar, com extensão de 5 km e altura de 688m. Entre os atrativos temos riachos, nascentes, trilhas e mirantes naturais.

Travessia Ilha de Guaratiba – Vargem Grande



Ilha de Guaratiba – Vargem Grande (Jacarepaguá) Principais acessos: Estrada do Morgado; Caminho do Morgado, Estrada da Cachoeira; Estrada dos Bandeirantes.
Caminhada leve, cruzando a ramificação sul do Maciço da Pedra Branca, interligando a Baixada de Sepetiba à Baixada de Jacarepaguá, com aproximadamente 8 km de extensão e altura máxima de 600 m. Atrativos Naturais: riachos, estradinhas de terra, trilhas e mirantes.

Pedra do Carvalho


Campo Grande – Rio da Prata Principais acessos: Praça Amaro Valadares; Estrada da Batalha; Caminho do Sacarrão; Caminho do Padre.
Caminhada média com privilegiado panorama de parte do Maciço, com extensão aproximada de 3 km e altura máxima de 600 m. Atrativos naturais: riachos, trilhas e mirantes naturais.
  
Travessia Rio da Prata – Vargem Grande


Campo Grande – Rio da Prata Jacarepaguá – Vargem Grande Principais acessos: Praça Mario Valadares; Estrada da Batalha; Caminho da Furna; Caminho do Monteiro; Caminho do Jequitibá; Serra do Rio da Prata; Caminho do Cafundá; Estrada Macuiba.
Caminhadas por entre vales e serras do Parque Estadual da Pedra Branca sempre com vistas belíssimas. Na descida, uma vista panorâmica da orla do Recreio dos Bandeirantes e Barra da Tijuca. São aproximadamente 8 km de extensão e altura máxima de 600 m. Atrativos naturais: riachos, cachoeiras, trilhas, abrigos de pedra, jequitibás e mirantes naturais.

Vale da Virgem Maria



Campo Grande – Rio da Prata Principais acessos: Praça Mário Valadares; Estrada da Batalha; Caminho do Sacarrão, Caminho da Virgem Maria.
Caminhada leve por entre vales no interior do Maciço da Pedra Branca, com aproximadamente 3,5 km de extensão e altura máxima de 500 m. Atrativos naturais: riachos, trilhas, nascentes d’água e mirantes naturais.


Vale da Caixa D’Água (Rio da Prata)



Campo Grande – Rio da Prata Principais acessos: Praça Mário Valadares; Rua Soldado Antonio da Silveira; Caminho do Vaivém; Caminho da Caixa D’Água.
Caminhada leve por entre vales, seguindo o curso do Rio da Prata do Cabuçu, passando por pequenas quedas d’água e piscinas naturais, com 3,5 km aproximadamente e com altura máxima de 375 m. Atrativos naturais: trilhas, nascentes e mirantes.

Travessia Rio da Prata - Pedra do Ponto (Via Barata)



Campo Grande – Rio da Prata Realengo – Barata Principais acessos: Praça Mario Valadares, Estrada da Batalha, Caminho do Sacarrão, Caminho da Virgem Maria, Caminho do Rosário.
Caminhada pesada e longa, com belíssima vista panorâmica de todo o Município do Rio de Janeiro, com extensão aproximada de 6 km e altura máxima de 938 m. Atrativos naturais: riachos, nascentes d’água, trilhas e mirantes naturais.

Travessia Rio da Prata – Pau da Fome (Via Monte Alegre)



Campo Grande – Rio da Prata Principais acessos: Praça Mário Valadares; Estrada da Batalha; Caminho do Sacarrão; Caminho da Virgem Maria; Caminho do Monte Alegre e Pórtico da Pedra Branca.
Caminhada média e longa, cruzando o Maciço da Pedra Branca por entre vales, com aproximadamente 11km de extensão e altura máxima de 800m. Atrativos naturais: riachos, trilhas e mirantes naturais.


Travessia Rio da Prata – Pau da Fome (Via Casa Amarela)



Campo Grande – Rio da Prata Principais acessos: Caminho da Pedra Branca; Caminho Herve Muniz; Caminho Santa Bárbara; Pórtico da Floresta da Pedra Branca.
Caminhada média e longa, cruzando o Maciço da Pedra Branca por entre vales, com aproximadamente 11 km de extensão e altura máxima de 800 m. Atrativos naturais: riachos, cachoeiras, trilhas, abrigos de pedra e mirantes naturais.

Trilha dos Quilombos

Entrecortada por pedregulhos, a longa vereda localizada além da Estrada do Pacuí, em Vargem Grande, é a porta de entrada de um tesouro histórico pouco conhecido. Moradores da região dizem que ali há alguns resquícios de antigos quilombos.

Pedras de um antigo Quilombo

    Durante a subida, há inúmeros indícios de que a vida ali quase não mudou nos últimos cem anos. Nas casas não há energia elétrica e muitas são feitas de taipa. O burro faz parte da vida dos moradores, principalmente para auxiliar no plantio e na colheita da banana. E é justamente entre os bananais que estão localizadas as ruínas. São construções feitas de maciços blocos de pedras, alguns pesando toneladas e que foram trazidos pelos próprios escravos. Segundo relato das famílias locais, os escravos moraram ali um bom tempo e só desceram quando a Princesa Isabel os libertou.

Trilha da Caverna Carlos Bandeira

Nem só de plantas e animais vive o Parque da Pedra Branca. A Floresta esconde recantos ainda pouco conhecidos pelos moradores da cidade. A Caverna Carlos Bandeira é uma dessas curiosidades. Para a sua exploração. O candidato precisa ter espírito de aventura e muita curiosidade para vencer o medo, o cansaço e a escuridão. É preciso disposição para enfrentar os quatro quilômetros de caminhada. A trilha começa em Jacarepaguá, na Colônia Juliano Moreira.

Caverna Carlos Bandeira
   A temperatura durante o caminho é agradável, já que é quase todo feito às margens do rio Engenho Novo. A maior parte da trilha é plana e tem recantos à beira-rio. O passeio pode durar até 4 horas, por isso deve-se ir preparado.

   A primeira parada fica a 15 minutos, onde existe uma represa com uma bela cachoeira que abastece a população da colônia. Por isso o banho não é permitido. O caminho continua à esquerda e a próxima parada é no Roncador, local ideal para descansar e matar a sede já que a água é limpa. Depois de atravessá-lo, a Gruta ou Abrigo do Grande está bem perto. Lá existe uma piscina natural e uma cachoeira que convidam a um mergulho.

   Mais uma hora de caminhada e chega-se à caverna Carlos Bandeira. Logo na sua entrada é possível ver, com a ajuda de uma lanterna, o caminho a ser percorrido. São 30 metros de extensão apenas, mas assustam quem não está acostumado a andar por lugares escuros. Para entrar é preciso descer pelas pedras. Em seguida, é só atravessar o salão no interior da caverna para chegar ao outro lado onde há uma saída para a floresta.

   À esquerda, existe uma galeria estreita, que dá passagem para outros salões. Outras características desta caverna são os estreitamentos, as fissuras e as fendas. Para atravessá-los, é aconselhável ter a companhia de um espeleólogo, especialista que estuda as cavidades subterrâneas ou um bom guia.

Homenagem a Carlos Bandeira

   De origem sedimentar, a caverna Carlos Bandeira, localizada na bacia hidrográfica do rio Engenho Novo, é formada por granito e gnaisse (rocha cristalina de composição variável), e se originou do deslocamento de blocos, que se abriram em grandes fendas.

   A caverna da Pedra Branca recebeu esse nome em homenagem ao pesquisador e arqueólogo Carlos Bandeira, fundador da Sociedade Brasileira de Espeleologia e autor do primeiro levantamento do gênero no Estado do Rio.

   Carlos Bandeira, que morreu em 1973, criou também o primeiro curso de espeleologia no Rio de Janeiro e foi um dos responsáveis pelos estudos de cavidades naturais dos parques da Tijuca e da Pedra Branca.

Trilha Circuito das Águas

O Núcleo Camorim, por ser um local rico em mananciais, tornou-se famoso por seu potencial hídrico. Lá, também foram realizadas obras de infra-estrutura e recuperação paisagística. Em 06 de Dezembro de 2002 foi inaugurado o novo prédio para abrigar a Subsede do Parque e foram criadas áreas de lazer. O local recebeu sinalização interpretativa do sistema de captação e tratamento de água, recuperação paisagística e sinalização direcional.

   Temas como: a poluição e a escassez das águas; a importância ecológica e econômica de um rio; a história das águas no parque e suas estações de captação podem ser abordados nesta Trilha.

   O Circuito das Águas é um complexo de atrações como cachoeiras, açude e represas. O tempo médio da caminhada é de 20 minutos, numa extensão de 250 km e com baixo nível de dificuldade.

Atrações Trilha Circuito das Águas