O Parque Estadual da Pedra Branca é considerado a maior reserva florestal em área urbana no mundo. Compreende um total de 12.500 hectares, onde se destaca o Pico da Pedra Branca, ponto culminante da Cidade com 1024 metros de altitude. SITE NÃO OFICIAL.
"Quero poder deixar esse mundo melhor do que encontrei..."



sexta-feira, 1 de julho de 2011

Trilha para o Açude do Camorim

  Por ser considerada de nível fácil, a trilha para o Açude do Camorim é freqüentada por muitos idosos e crianças. Depois de caminhar por cerca de quatro quilômetros, o visitante é agraciado com a deslumbrante visão de um açude, localizado a 436 metros de altitude (mais alto que o Pão de Açúcar) utilizado para o abastecimento de água da região. No caminho, há ainda a Cachoeira do Camorim. A exuberância da mata tropical do parque não é a única atração no caminho da Represa do Camorim. Antes de chegar ao lago, o visitante encontra pilhas de pedras cobertas de limo. Além disso, pode visitar as impressionantes ruínas de uma casa.


Represa do Camorim
   Segundo o guia Delto de Oliveira, as pedras seriam sobras da construção da represa, no século XIX. Contam os moradores mais antigos que as inúmeras pilhas foram trazidas por escravos. Já a casa teria sido erguida por um alemão, escondido no Brasil durante a Segunda Guerra Mundial. Os moradores dizem que ele só ficou ali por alguns anos. Na década de 70, ainda era possível ver a casa inteira, com as paredes de pé e os azulejos instalados. Desde então, o mato avançou sobre a casa, as paredes de tijolos de barro foram parcialmente derrubadas, e não há mais azulejos.


Resquícios de Quilombos e ruínas de uma casa

   Para chegar a esta Trilha siga pela Estrada do Camorim, chegando na Capela de São Gonçalo do Amarante, siga na estrada à esquerda da capela em direção ao Parque da Pedra Branca – Núcleo Camorim. Outrora misteriosa e intocada, a floresta que ladeia Vargem Grande, Vargem Pequena e Camorim guarda ainda seus segredos. Uma caminhada de uma hora e meia, morro acima proporciona ao visitante aulas de botânica, zoologia e história. A Represa e o caminho até ela são fantásticos. Há uma infinidade de espécies de ervas e bichos raros.

Parada para descanso
   A caminhada começa na estação de tratamento da Cedae, que trata as águas que abastecem a região. Esta estação foi construída em 1912 e é o marco da engenharia hidráulica no local. A partir daí começa a subida. Ainda no início (400 metros desde o portão), antes de uma curva à direita, existe uma pedra de onde é possível ver toda a Baixada de Jacarepaguá, o autódromo e a Barra da Tijuca, e à direita a Pedra Rosilha, própria para escalada. De volta à trilha, pode-se apreciar a vegetação remanescente de Mata Atlântica. Os jequitibás são muito comuns e existem alguns com mais de 300 anos. Quaresminha, ipê amarelo e roxo, jacarandá, cedro, jacatirão e outros tipos de plantas podem ser encontrados durante o percurso. Já os animais são vistos de manhã cedinho ou a noite. Os mais comuns são paca, tatu, cotia e quati. Além dos ameaçados de extinção, como as jaguatiricas, macaco-prego, preguiça de coleira e outros.


Cachoeira do Camorim
   Depois de quase uma hora de caminhada, o canto dos pássaros se mistura ao som das águas da Cachoeira do Camorim, parada obrigatória para quem quer descansar e se refrescar. O caminho da cachoeira fica à direita numa curva variante, descendo bem íngrime.

   A trilha neste trecho é mais plana e a caminhada é mais fácil. Estão lá, empilhadas várias pedras usadas na construção da barragem em 1932. Anda-se mais um pouco e pronto e o visitante poderá se deslumbrar com a vista do Açude do Camorim, com suas águas tranqüilas habitadas por carpas, traíras e lambaris. Quem quiser contornar o açude, a trilha tem 2 km e é razoavelmente aberta. Agora é curtir o visual e recuperar o fôlego para o retorno.

   Construída durante o século XIX, para abastecer a região pertencente a Jacarepaguá, a represa foi projetada pelo Engenheiro Sampaio Corrêa e está localizada entre as Serras do Quilombo e do Nogueira e o Pico do Sacarrão, num vale cercado de muito verde. Em 1817 houve uma crise de abastecimento na cidade. O governo imperial, então, mandou procurar mananciais em toda a parte. O do Camorim foi uma dos primeiros a serem descobertos. A construção terminou em 1908, conferindo ao lago o tamanho atual: um quarto da Lagoa Rodrigo de Freitas. Atualmente, a Represa abastece nove mil moradores da região e é um dos Patrimônios do Rio.

    Dados Técnicos:

1) Nível: Simples. Percurso com caminhada leve superior;
2) Atrações: Cachoeiras, Mirante, Flora e atrativo turístico natural;
3) Duração: 02 horas e meia de caminhada (ida e volta);
4) Extensão: 3 km (percurso);
5) Altitude Máxima: 436 metros;
6) Característica: Trilha de Ecoturismo.

Trilha Rio Grande

Percurso semicircular, de 800m de extensão, todo sinalizado e planejado para visitantes de todas as idades. Criada após a reforma do Núcleo Pau da Fome a trilha tem baixo nível de dificuldade e dura em média 30 a 40 minutos. As principais atrações são o aqueduto do século XIX, o recanto da Represa da Figueira, o recanto da Represa da Padaria, além de bromélias e árvores típicas da Mata Atlântica como o guapuruvu de 40m (utilizada pelos índios para fazer canoas) e o pau d’alho (cujo cheiro afugenta as cobras).

Trilha de Santa Bárbara (ou Trilha da Casa Amarela) e Pico da Pedra Branca

O nome Santa Bárbara é devido a protetora dos ventos, trovões e tempestades, tradicionalmente conhecida por devoção a santa. A trilha de Santa Bárbara é um caminho que corta o vale do Rio Grande, até o seu divisor de águas (garganta da Casa Amarela a 643 metros), entre o Pico da Pedra Branca (1025 metros) e o Morro de Santa Bárbara (857 metros). É interligado a uma rede de trilhas do Maciço da Pedra Branca, utilizado desde o século XIX por colonizadores de terras, servindo aos engenhos e fazendas da região. A Casa Amarela sede do antigo Sítio de Santa Bárbara, construída pelo agricultor Domingos Letra - ocupação modesta de estilo colonial, datada do início da década de 20, representa hoje um importante atrativo cultural situado no interior do Parque. A Trilha de Santa Bárbara até o final de seu trajeto é a mais percorrida do parque, contudo a Trilha da Pedra Branca tem sido bastante procurada, perdendo apenas em preferência para a trilha do Açude do Camorim.


Trilha da Casa Amarela

   Para chegar até lá é preciso andar cerca de três quilômetros por um caminho que tem dois séculos e que servia para transportar café, lenha entre outras mercadorias. Portanto, preparo físico e disposição são fundamentais para se enfrentar vários trechos íngremes. No passado, o acesso a Santa Bárbara surgiu para substituir o caminho rural da pedra branca, antiga trilha de tropeiros, que ligava Jacarepaguá as fazendas da zona rural de Campo Grande, passando o trajeto pela garganta, hoje denominada Casa Amarela.


Aqueduto

   A caminhada que deve ser marcada com antecedência começa na sede do Parque que fica no final da Estrada do Pau da Fome. Poucos metros depois aparece o aqueduto da Cedae, marco da engenharia hidráulica inglesa no Brasil que levava água para os engenhos e pequenas comunidades da região do Vale do Rio Grande no século XIX. A trilha pela mata fechada começa mesmo a 500 metros da sede da Pedra Branca depois de atravessar o Rio Grande. Durante o caminho é possível ouvir sons de animais como tucanos, maritacas, cigarras, esquilos. Além do ruído das águas dos rios. Outro atrativo é o jequitibá que é facilmente encontrado. A primeira parada oficial da trilha é no Rio da Pedra Branca, 40 minutos depois de iniciada a caminhada. Quem quiser pode beber a água do rio e até encher as garrafas, afinal ainda terão que enfrentar mais uma hora de subida. A segunda parada é numa clareira, a 10 minutos do rio.


Grupo na Casa Amarela
 

O grupo e "Seu Pandi"
   Simples e pequena a Casa Amarela abrigou durante anos o único morador do lugar, o antigo caseiro do Sítio, Valdemar Nunes Pereira, o “seu” Pandi. Seu Pandi chegava a ficar um mês sem ver ninguém, providenciava um cavalo para chegar ao Rio da Prata, que levava três horas. Atualmente seu Pandi já deve ter quase 80 anos e, de acordo com informações, não habita mais o local. Após a chegada a Casa Amarela, retorne pela mesma trilha curtindo a natureza. Caso os aventureiros queiram prosseguir, esta mesma trilha levará ao Pico da Pedra Branca – ponto culminante do Município do Rio, a 1025 metros de altura, porém são mais algumas horas de caminhada e mais 382 metros de subida.

Vista da Pedra Branca
   O Maciço da Pedra Branca começa na Praia dos Búzios, em Barra de Guaratiba, e vai até Sulacap, passando por densas florestas de Vargem Grande, Camorim, Jacarepaguá, e áreas agrícolas do Rio da Prata, em Campo Grande. Vários pontos da cidade são abastecidos por alguns dos 12 mananciais do parque.

Vista do Ponto Culminante do Município - o Pico da Pedra Branca
  
Dados Técnicos:


Esboço Trilha de Santa Bárbara



1) Nível: Simples. Percurso com caminhada leve superior;
2) Grau de Orientação: Médio. Exige atenção e alguma experiência, risco moderado de se perder;
3) Atrações: Rios, Mirante, Flora e atrativo turístico natural;
4) Duração: 04 horas (ida e volta);
5) Extensão: 3,5 km (percurso);
6) Altitude Máxima: 643 metros;
7) Característica: Trilha de Ecoturismo e interpretativa aos visitantes.

As Trilhas do PEPB

De um lado o Parque Nacional da Tijuca; do outro, o Parque Estadual da Pedra Branca; em frente, as praias da Barra e do Recreio. Rica em belezas naturais, a Baixada de Jacarepaguá reúne uma série de opções para os interessados em fazer turismo ecológico. Caminhar ou praticar um esporte radical, como o rapel, por exemplo são formas de estar em contato direto com a Natureza. Com 125 milhões de metros quadrados, o equivalente a 12.500 estádios do Maracanã, o Parque da Pedra Branca faz a alegria dos amantes do verde. As duas principais entradas do Parque, que levam as trilhas são a Sede do Pau da Fome, na Estrada do Pau da Fome, e a Subsede do Camorim, localizada na Estrada do Camorim.

   No Parque Estadual da Pedra Branca natureza e história se misturam. Nas chamadas trilhas interpretativas, como são chamados os caminhos que passam por pontos históricos, que começam em Jacarepaguá, plantas, animais e rios ilustram a história do lugar revelada por guias e guardas da Pedra Branca. Entre as várias trilhas interpretativas a mais usada é o Caminho de Santa Bárbara ou, como é mais conhecida a trilha da Casa Amarela que leva ao antigo sítio de Santa Bárbara, que veremos logo a seguir.

   No Parque existem poucas trilhas permitidas ao uso público, a maior parte das trilhas ou caminhos não possuem nenhum estudo de impactos de visitantes, portanto, procurem respeitar o número máximo de 15 visitantes por capacidade de suporte da trilha. Ao caminhar ou passear na Pedra Branca lembre-se de que trilhas ou caminhos, apesar do tempo de utilização do trajeto são, em geral, condutos de escoamento pluvial. Não contribua, portanto para aumentar um problema que por si só já é grave. Evite a tentação de cortar caminho utilizando atalhos, pois estes trechos são suscetíveis à erosão. Respeite as trilhas não permitidas ao uso, as sinalizadas orientam as condições de uso do percurso permitido.

   A conservação da trilha depende muito do usuário, pois é uma soma de pequenos esforços coletivos e individuais. Procure também não utilizar as trilhas em dias posteriores a chuvas pois favorecem os impactos por pisoteamento. Pratique excursionismo de mínimo impacto a natureza. Não leve animais domésticos ao percorrer a trilha. Leve sempre um saco plástico para trazer todo o lixo produzido, alguns levam cerca de anos para se desfazer. Evite fazer trilhas sozinho. Cultive o hábito de avisar a alguém antes de organizar caminhadas em trilhas. Quando estiver com crianças tome algumas precauções adicionais. Evite o afastamento da trilha sem antes comunicar ao guia responsável. Informe sempre ao guia as condições de saúde física e mental. Procure somente um guia especializado. Faça excursionismo consciente e seguro!


segunda-feira, 30 de maio de 2011

Plano de Manejo - IPÊ


O IPÊ, em parceria com a Arvorar Soluções Florestais, iniciou no mês de maio os trabalhos para realização do Plano de Manejo do Parque Estadual da Pedra Branca e da Reserva Biológica de Guaratiba, ambos localizados na cidade do Rio de Janeiro.

O Parque Estadual da Pedra Branca tem 12,5 mil hectares e fica nos limites de vários bairros da Zona Oeste e da Baixada de Jacarepaguá. É nesta área que está localizado o ponto culminante do município do Rio de Janeiro — o Pico da Pedra Branca, com 1.024 metros de altitude. A Rebio de Guaratiba, também localizada na Zona Oeste, mais especificamente no litoral Nordeste da baía de Sepetiba. A reserva foi criada para preservar os manguezais e sítios arqueológicos do Estado e tem aproximadamente 3,6 mil hectares.

Diante da importância dessas Unidades de Conservação, o projeto desenhado pelas organizações tem como seus principais objetivos integrar as UCs com as populações vizinhas, despertando maior conscientização sobre a importância das áreas; propor a estruturação da UCs, com estruturas prediais, acessos, atrativos, equipamentos e meios de comunicação e de transporte além, é claro, de desenvolver um instrumento estratégico e operacional para os gestores dessas áreas.

Durante os meses de junho e julho, os esforços da equipe foram direcionados para coleta de dados e levantamentos para análise das áreas, estudo fundamental para a proposição de um plano de manejo. “Os pesquisadores estão em campo coletando informações sobre aspectos bióticos, físicos, históricos e socioeconômicos”, conta Angela Pellin, pesquisadora do IPÊ e diretora técnica da Arvorar.

No mês de agosto está prevista a realização de várias Oficinas de Diagnóstico Rápido Participativo, onde serão apresentados os principais resultados dos diagnósticos e a proposta inicial do plano, abrindo para discussões, propostas e reivindicações dos atores envolvidos.

“As oficinas nos auxiliam a conhecer melhor a região das UCs, entendendo seus pontos fortes e fracos e as principais pressões e ameaças sobre as áreas. Além disso, nos permite olhar para essas áreas segundo novas perspectivas, considerando a percepção de instituições e comunidades que se relacionam diretamente com essas áreas”, completa Angela.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Realengo e o Nucleo Piraquara

Realengo oferece opções de cultura, gastronomia e lazer para todas as idade

Fonte: Jornal Extra - Caroline Barros


Realengo tem diversão para todos os gostos e idades, que vão do ecoturismo à gastronomia, passando por noitadas animadas. Mas alguns talvez só consigam lembrar da tragédia do mês passado, quando a Escola Tasso da Silveira foi foco da mídia internacional.

Hoje, o colégio se reconstrói e volta a ser destaque no EXTRA. Dessa vez, para a apresentação de "Favela", da Cia. Dançando Para Não Dançar, às 11h, em homenagem ao Dia das Mães.

— Escolhemos a escola porque queremos levar carinho e pessoas do bem. A sociedade tem que se ajudar — diz a fundadora do grupo, Thereza Aguilar.

Detalhes, histórias e lugares fazem Realengo valer a visita. A começar pelo nome: uns dizem ser o diminutivo de Real Engenho, usado em placas de bondes: Real Eng. Historiadores defendem que foi obra do rei Dom João, ao decretar que o espaço fosse chamado de "terras realengas".

Em 1960, em um trecho da área que hoje abriga o Parque Estadual da Pedra Branca — o maior parque urbano florestal do mundo —, foi construído um aqueduto, responsável por 83% do abastecimento do Grande Rio.

— Há mais de um ano, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) administra a subsede Piraquara. Isso trouxe estrutura e segurança para os frequentadores — conta o administrador do núcleo em Realengo, Marcos Melo.

Eduarda Barbosa, de 18 anos, e o namorado, Ruben Araújo, 17, visitam o local sem um pingo de preocupação.
— Medo? De jeito nenhum! É muito seguro — garante a jovem sobre o parque, onde bombeiros orientam sobre trilhas e escaladas.
Já a Lona Cultural Gilberto Gil oferece diversão e serviços.
— Além de shows, temos oficinas e assessoria jurídica gratuita — conta Cleonaldo Cavalcante, um dos responsáveis pelo local.
André Silva, do marketing cultural da lona, pede atenção ao projeto:
— A cultura é uma ferramenta de transformação social poderosa.
Comer nos restaurantes Esquina do Bacalhau e Peixe Frito Miracema e no Armazém Santo Antônio, prova que é possível ter qualidade, bom atendimento e preço justo em Realengo. E as casas noturnas são um capítulo à parte.
— Curto o Botequim Itaipava. Nos fins de semana marco com a turma que cresceu comigo aqui — diz Marcos Vinicius Freire, de 18 anos.
Mesmo quem virou celebridade garante a noite em Realengo.
— Gosto dos bares do Refúgio Carioca. Um tem música ao vivo e sinuca. O outro é mais discoteca. Na boate Mega Show, sempre vão artistas legais — conta a ex-BBB Ariadna Thalia, moradora do bairro.

Não foi à toa que Gilberto Gil resolveu mandar "Aquele abraço" para lá.


Onde curtir


‘Favela’
Espetáculo coreografado por Paulo Rodrigues e encenado pela Cia. Dançando Para Não Dançar, dirigida por Thereza Aguilar.
Escola Tasso da Silveira: Rua General Bernardino de Matos s/n. Sex, às 11h. Gratuito e livre.


Parque Estadual da Pedra Branca
Subsede Piraqura: Rua do Governo, s/n — 2333-5251. De ter a dom, das 8h às 17h.


Lona Cultural Gilberto Gil
Sex, às 20h, Kaká Reis. R$ 30. Sáb, às 22h, Bebeto e banda. R$ 40. Não recomendado para menores de 16 anos.
Endereço: Avenida Marechal Fontenelle 5.000 — 3462-0774.


Esquina do Bacalhau
Rua Marechal Soares Andréa 3 — 3291-5783.


Peixe Frito Miracema
Rua Piraquara 915 — 3332-7315.


Armazém Santo Antônio
Avenida Santa Cruz 1.820 B — 3331-1455.


Refúgio Carioca Choperia
Avenida Marechal Fontenelle 5.497 — 3421-9697.


Refúgio Carioca Music Bar
Avenida Marechal Fontenelle 5.077 — 3159-0636.


Botequim Itaipava
Avenida Santa Cruz 1.914 — 3337-0777.


Mega Show
Avenida Santa Cruz 1.501 — 3051-1501.


Pró-Realengo
Blog com dicas do bairro. Acessando http://pro-realengo.blogspot.com é possível assistir ao documentário de Carlos Maia sobre Realengo.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Parque do Carbono

Parque do Carbono: plantio de 2,6 milhões de árvores para compensar emissões de gases no Maciço da Pedra Branca


RIO - A área mais degradada do Parque estadual da Pedra Branca, a maior floresta urbana do mundo, ganhará 2,6 milhões de mudas. O plantio começará oficialmente nesta sexta-feira, às 10h, na vertente norte do parque, em Piraquara, Realengo. Dessa forma, a Secretaria estadual do Ambiente (SEA) e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) tiram do papel o chamado Parque do Carbono, que terá 1,3 mil hectares.

A ideia é que, com o crescimento das árvores, seja feita a compensação no estado de grandes emissões de gases que provocam efeito estufa. Além disso, o estado se comprometeu a plantar, até 2014, 24 milhões de árvores.

A primeira etapa vai cobrir 204 hectares com mais de 50 espécies nativas. O diretor de Biodiversidade do Inea, André Ilha, explica que o trabalho será feito pelo Instituto BioAtlântica, incluindo a capacitação de moradores, aquisição de mudas, plantio e monitoramento do local por três anos. Os custos são pagos pela Petrobras, compensando as emissões do campo Lula de Pré-Sal.
- A face norte dos morros do Rio costuma ser a mais degrada - diz André Ilha.

O Secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, revela que as próximas etapas do Parque do Carbono já estão garantidas. A compensação pela construção do Arco Metropolitano vai gerar o plantio de 1,2 milhão de mudas. E um contrato firmado com o BNDES, aprovado na última segunda-feira, será responsável por mais um milhão:

- Nossa contrapartida será aumentar os guarda-parques e a retirada de espécies invasoras.

O Parque da Pedra Branca terá seus limites alterados. Criado em 1974, o critério para sua demarcação é hoje considerado equivocado por André Ilha: faz parte do Parque todo o maciço da Pedra Branca acima da cota cem (mais do que cem metros de altura). Isso deixou de fora áreas importantes, como Prainha e Grumari.

O Instituto Ipê, de São Paulo, ganhou, na semana passada, a licitação de R$ 283,2 mil para apresentar o plano de manejo (que indica como deverá ser o uso do parque). Daqui a nove meses, o trabalho terá que ser concluído. Incluindo a proposta dos novos limites do parque estadual.

- Não posso dizer se o parque ficará menor ou maior, mas certamente a proposta vai excluir áreas hoje ocupadas e incluir partes fundamentais do ponto de vista ambiental que não estão contempladas. O estudo vai fundamentar um projeto de lei, o instrumento legal para a mudança dos limites do parque - explica André Ilha.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/02/03/parque-do-carbono-plantio-de-2-6-milhoes-de-arvores-para-compensar-emissoes-de-gases-no-macico-da-pedra-branca-923732545.asp#ixzz1XYtIfINZ
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